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Feedback não Resolve falta de Coragem

Feedback não Resolve falta de Coragem

Chega de fugir do problema.

 

Existe um erro silencioso na gestão atual: confundir ferramenta com caráter.

Feedback virou ritual corporativo. Planilhas, 1:1 estruturado, modelo de comunicação, técnica de abordagem.  Tudo muito organizado. Mas liderança nunca foi sobre ritual. É sobre responsabilidade.

Empresas treinam líderes em técnicas de comunicação, modelos estruturados de feedback e frameworks comportamentais. Mas quase nunca treinam postura. E postura não se aprende em meia dúzia de slides. Ela aparece geralmente quando a conversa começa a ficar desconfortável.

O problema não é falta de método. É o excesso da autopreservação.

Observemos um padrão comum.

O líder percebe um problema claro. Ele sabe exatamente o que precisa ser dito. Mas escolhe suavizar. Não por estratégia. Por medo.

  • Medo de desagradar.
  • Medo de perder conexão.
  • Medo de ser visto como duro demais.
  • Medo de criar tensão no time.

Então ele troca clareza por diplomacia, e ainda chama isso de maturidade.

Não é maturidade, é evasão, é a mais simples e clara fuga.

Dizer “você pode melhorar sua postura nas reuniões” é mais seguro e confortável.
Mas dizer “você interrompe as pessoas constantemente e isso está afetando a confiança do time” exige coragem.

A diferença não está na técnica. Está na disposição de assumir impacto gerado por suas palavras.

E liderar é exatamente isso: assumir impactos e responsabilidades.

Quando o líder não tem coragem de ser claro, o desempenho não evolui. A cultura fica ambígua. Os melhores se desengajam ou até mesmo desistem. A mediocridade encontra abrigo. E o pior: a equipe aprende que ninguém vai confrontar nunca nada de verdade.

Uma cultura sem confronto saudável vira uma política covarde e silenciosa ⚠️

Existe também uma distorção perigosa acontecendo. Confundimos empatia com suavização. Mas empatia não é proteger alguém da verdade. É entregar a verdade com bastantes responsabilidade.

Se você evita a verdade para manter conforto, você não está sendo empático. Está sendo conivente ou covarde.

Você pode dominar Radical Candor, Comunicação Não Violenta, Feedforward, Scrum, Agilidade. Nada disso substitui a pergunta central:

Você está disposto a sustentar o impacto que a clareza provoca?

Porque liderar é sustentar impactos, não a evitar a todo custo.

 

Agora a pergunta que realmente importa:

Qual conversa você está adiando?

  • Aquela que você ensaia mentalmente.
  • Aquela que você sabe que precisa acontecer.

Mas que está esperando “o momento ideal”. Não existe momento ideal. Existe responsabilidade adiada.

E responsabilidade adiada geralmente cobra juros altos.

Se amanhã sua equipe pudesse avaliá-lo anonimamente, o que diriam?

“Ele nos dá feedback.” Ou “Ele tem coragem de dizer o que precisa ser dito.”

São coisas muito diferentes.

E você já sabe disso.

E esse texto te incomodou, é porque tocou em algo real, e esta era minha intensão.

A liderança de verdade começa exatamente aí.

 

🎯 Responda sinceramente este Artigo:

Qual conversa você está evitando, e por quê? – Eu realmente gostaria de saber.

 

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Fevereiro de 2026

Caio Cesar Ferreira

Feedforward em 10 Minutos: O Exercício Que Pode Mudar Sua Liderança

🔮 Feedforward em 10 Minutos: O Exercício Que Pode Mudar Sua Liderança

Uma prática simples, usada por líderes globais, que você pode aplicar hoje mesmo.

 

Quem nunca sentiu aquele frio na barriga ao ouvir a frase: “Podemos conversar? Preciso te dar um feedback…”?
Para muitos, feedback é sinônimo de críticas, julgamentos e lembranças de erros que já não podem ser mudados. Mas e se houvesse uma forma de transformar essa conversa em algo positivo, rápido e inspirador, olhando para frente em vez de para trás?

Essa forma existe, chama-se feedforward.

Mas atenção: feedback e feedforward não competem. Eles se completam. Um nos ensina com o retrovisor; o outro nos guia a olhar pelo para-brisa.

 

O que é feedforward?

De forma simples e bem resumida, o feedforward é o ato de pedir sugestões construtivas para o futuro em vez de revisitar erros ou acertos passados.

Marshall Goldsmith, referência mundial em liderança, descreve o método como uma maneira otimista e prática de melhorar continuamente.

E os segredos para funcionar:

 

  • Foco no Futuro: Não podemos mudar o passado, mas podemos influenciar o futuro. O feedforward concentra a energia naquilo que está sob o nosso controle.
  • Simplicidade: Pedir ideias para o futuro é muito mais simples e menos ameaçador do que pedir uma crítica sobre o passado. Isso cria um ambiente mais seguro.
  • Rapidez: A interação é direta e focada em sugestões práticas, sem longas discussões sobre erros passados, que nunca mais poderão ser alterados.
  • Ausência de Julgamentos: As pessoas que participam em exercícios de feedforward descrevem a experiência como útil, positiva e até mesmo divertida, não existem julgamentos.

 

 

⚖️ Feedback x Feedforward: por que precisamos dos dois (breve comparação)

Feedback também é essencial. Ele:

  • Resgata aprendizados de experiências passadas (boas e ruins);
  • Mostra padrões de comportamento;
  • Nos traz a consciência do que funcionou e não funcionou e precisa ser mudado.

 

Sem feedback, ficamos cegos em relação a nossa trajetória.

 

Feedforward, já por outro lado:

  • Projeta soluções e melhorias para frente;
  • Mantém o diálogo sempre leve e motivador, não há julgamentos;
  • Reforça a colaboração ao invés da crítica.

 

Sem feedforward, corremos o risco de ficar presos ao retrovisor, sem energia para inovar ou projetar o nosso futuro.

Grandes líderes usam ambos. O feedback como bússola do que já vivemos, o feedforward como GPS que aponta o próximo caminho.

 

Como Fazer Feedforward: Um Guia Prático e Rápido (10 minutos)

Este é apenas uma sugestão de método para aplicação.

  • Escolha um Comportamento para Melhorar: Pense numa única coisa que, se a melhorasse, teria um impacto positivo na sua vida pessoal ou profissional. Não faça uma lista. Foque em apenas um item. Exemplos: “Quero ser um ouvinte melhor”, “Preciso de ser mais decisivo” ou “Gostaria de dar mais reconhecimento às pessoas”. Depois, pergunte a si mesmo: “Porque é que isto é importante para mim?”. Ter clareza sobre a sua motivação é fundamental para o processo.

 

  • Peça Sugestões (Feedforward): Aborde um ou vários colegas, amigos ou familiares e diga algo simples como no exemplo: “Olá. Estou tralhando para ser um ouvinte melhor (ou qualquer outro item que tenha escolhido). Que ideias ou sugestões me pode dar para o futuro?”.

 

  • Ouça e Agradeça: A regra de ouro do feedforward é: não julgue, não critique e não se defenda. Trate cada sugestão como um grande presente. A sua única resposta deve ser um sincero “Obrigado”. Anote as ideias. Mais tarde, pode decidir quais fazem sentido para você e quais não fazem e devem ser descartadas.

 

  • Troque os Papéis: Agora, ofereça-se para fazer o mesmo pelas outras pessoas. Pergunte em que comportamento ela gostaria de melhorar e dê as suas sugestões para o futuro dela.

É simples assim. Em uma pequena sala, poucas pessoas, e em poucos minutos, todos saem da conversa com ideias práticas (presentes) e uma sensação positiva de ajuda mútua.

 

Onde usar feedforward?

O feedforward não é apenas uma ferramenta corporativa. Ele pode ser usado em diversos contextos:

  • No trabalho → líderes pedindo sugestões à equipe, times trocando ideias de melhoria, colegas fortalecendo relações.
  • Na família → parceiros, filhos e amigos sugerindo formas de apoio mútuo.
  • Na carreira e no coaching → clientes pedindo ideias para o futuro, não críticas do passado.

Marshall Goldsmith recomenda inclusive como prática diária:
Em vez de perguntar “O que fiz de errado?”, experimente: “O que posso fazer melhor daqui para frente?”.

 

 

Por que o feedforward funciona tão bem?

Pesquisas em psicologia positiva e neurociência ajudam a explicar:

  • Nosso cérebro responde melhor a recompensas do que a punições. Sugestões de futuro acionam a motivação, não a defesa.
  • Ele é rápido e prático. Em 5–10 minutos, você coleta dezenas de ideias úteis.
  • É colaborativo. Em vez de julgar, as pessoas se sentem ajudando.
  • Reduz a resistência. Quando pedimos sugestões, abrimos espaço para conexão pura.

As pessoas saem do exercício descrevendo-o como positivo, útil e até divertido — três palavras raramente associadas a feedbacks formais.

 

 

Conclusão

  • O feedback é indispensável — é o retrovisor que nos mostra de onde viemos.
  • O feedforward é transformador — é o para-brisa que abre visão dos caminhos para onde podemos ir.

Juntos, criam uma jornada de aprendizado e melhoria contínua: aprendemos com o que passou e crescemos projetando o que ainda pode ser.

Que tal experimentar hoje? Em vez de perguntar “Como fui?”, pergunte “Como posso ser melhor daqui para frente?”.

A beleza do feedforward é que não precisa de um coach ou de uma posição de liderança para começar. Pode começar hoje, agora mesmo, com as pessoas à sua volta.

 

💬 Quero ouvir você:

Você já praticou ou recebeu feedforward? Qual foi o impacto?
Compartilhe nos comentários — talvez a sua ideia seja o próximo presente para alguém crescer.

 

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